Higiene oral das crianças

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A cárie é a doença com maior prevalência nas crianças em idade pré-escolar. A prevenção desta doença deve fazer-se com a sensibilização dos pais e educadores e implementação de hábitos de higiene oral nos bebés.

A limpeza da boca do bebé deve ter início antes da erupção dos dentes de leite e deve incluir a lavagem de toda a mucosa jugal (parte interior das bochechas), gengivas e língua. A partir do segundo mês e até à erupção dos primeiros dentes, a boca do bebé deverá ser lavada pelo menos uma vez por dia, prefe-rencialmente após a última mamada. A hora do banho também pode ser uma boa opção.

A introdução precoce do hábito de higiene oral visa a adaptação do bebé à manipulação da boca e a criação de uma rotina, que quando adequadamente executada tenderá a perpetuar-se como um hábito e dificilmente será modificado.

Antes da erupção dos primeiros dentes, a higiene oral do bebé pode ser feita com uma compressa ou uma porção pequena de uma fralda enrolada no dedo indicador e embebidas em soro fisiológico ou água previamente fervida.

Alguns estudos demonstram que a dedeira é indicada na massagem das gengivas mas ineficaz na remoção do biofilme bacteriano. Se o seu bebé chorar nas primeiras tentativas não demonstre insegurança e não desista! Muitos bebés choram durante o banho e os pais não deixam de insistir no banho diário.

Por volta do sexto mês começam a romper os primeiros dentes e geralmente inicia-se a introdução de alimentos sólidos na dieta do bebé. Sugere-se que nesta fase a higiene oral seja feita, no mínimo, em dois momentos: após o almoço do bebé e antes dele dormir à noite.

O momento de higiene mais importante é o que procede a última mamada ou refeição, uma vez que a produção de saliva decresce bastante durante o sono, aumentando o risco de lesão dos dentes por cárie.

Com a erupção dos molares de leite os cuidados de higiene oral sofrem algumas alterações e devem ser redobrados. A partir deste momento o risco de transmissão de cárie (transmissão de bactérias cariogénicas) aumenta, daí que se façam algumas recomendações:

1) Higiene oral com escova e pasta dentífrica sem flúor (ou 250 ppm) e em pequena quantidade (o equivalente a passar a escova na tampa).

2) Com todos os molares de leite erupcionados dever-se-á iniciar o uso de fio dentário ou porta-fios para eliminar a placa bacteriana dos espaços interproximais (entre os dentes); em espaços maiores poder-se-á melhorar a higiene com recurso a escovilhões.

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3) Escovar a língua.

4) Para evitar a transmissão da cárie, não deve partilhar os talheres com o bebé nem arrefecer a comida do bebé com o sopro.

5) Se ainda não consultou o odontopediatra, deverá iniciar programa de prevenção.

Os cuidados de higiene oral passam assim a ser mais importantes, numa idade geralmente coincidente com a entrada da maior parte das crianças no jardim-de-infância. Nesta fase é imprescindível a realização de uma escovagem eficiente, pelo menos nos dois momentos mais importantes do dia: após o almoço e antes de dormir.

Idealmente, todos os jardins-de-infância deveriam oferecer condições para que todas as crianças fossem correctamente acompanhadas no momento da higiene oral. Neste âmbito, devem ser feitos esforços no sentido de formar não só os pais mas também os educadores para que as nossas crianças sejam devidamente acompanhadas e se tornem adultos sem cáries! Por Helga Leite, Especialista em Odontopediatria (Policlínica S. Pedro da Malveira)

Via: sapo família

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